Jogos Sem Regras
Sobre a obra do artista plástico e escultor Helio Rodrigues
Produção editorial: Silvia Fraiha
Autora: Alexandra Garnier
Prefácio: Helio Rodrigues
Ano: 1997
Do artista plástico o público tem acesso apenas ao produto final. O produto obriga-se a ser a síntese do processo criativo para ser chamado arte. Inúmeros argumentos e diálogos não atravessam as paredes do atelier. Imagens e sentimentos restringem-se a íntima relação entre o artista e a matéria. Dessa maneira, perde o artista e perde o espectador. O artista não mostra e o espectador não vê o processo pelo qual a obra foi concebida. Meu trabalho, como o de outros artistas, se desenvolve nesse processo individual, intimista, porém, como não faço esculturas para mim, procuro sempre a relação com o público. O que eu produzo. Por meio desses sentimentos solitários, descobri as marcas criadas pelas formas que modelo. Surgiram dos moldes de gesso, que faço mecanicamente. Transformei esses moldes em elementos participantes do meu trabalho e agora quero que o público participe e interaja no meu processo. Descobrindo resultados, obras, pensamentos, pessoas e experiências se somam e resultam nos Jogos sem regras.
